PROJETOS: Rampa de acesso à faixa de areia na praia da Barra da Tijuca.
O estudo de acessibilidade realizado pelo Instituto Adaptação e Surf – ADAPTSURF teve sua fase inicial realizada na praia da Barra da Tijuca.
Foram dois meses de pesquisa de campo orientada por fotos e filmagens de todos os acessos à faixa de areia e também dos arredores (calçadão, estacionamento, quiosques, postos de salvamento).
Podemos constatar que a questão da acessibilidade nos trechos analisados encontra-se sem a devida atenção por parte dos órgãos competentes.
A norma técnica brasileira que regulamenta essa questão não estão sendo praticada. A NBR 9050 define que os acessos devem ser feitos através de rampas e pisos prolongados até a beira do mar, além de sinalização adequada, banheiros adaptados e vagas especiais.
Um caso interessante pode ser observado próximo ao posto sete, onde encontramos uma rampa que permite o acesso de cadeirantes diretamente do calçadão até a faixa de areia.
Descobrimos que a rampa foi construída há alguns anos através da iniciativa de um empresário, que mora próximo ao local e tem uma filha cadeirante. A obra foi realizada com o aval dos governantes e recursos próprios.
Tal feito auxilia muitas pessoas (com deficiência ou não) a chegarem ao contato com a praia de maneira fácil, segura e autônoma.
Fica registrado nossa satisfação e apoio integral a este tipo de iniciativa.
Assista abaixo o vídeo da matéria!
MUTIRÃO ADAPTSURF: Ação voltada à consciência ambiental e coleta de micro-lixo.
No último domingo, dia 3 de Agosto de 2008, aconteceu o Primeiro Mutirão Adaptsurf que, apesar do tempo, contou com a participação e apoio de voluntários, sócios e parceiros.
Foi realizado na Praia do Leblon, posto 12 pela manhã, e Barra, posto 4 à tarde, com o objetivo de conscientizar a população local sobre a importância da preservação e limpeza
das praias para garantia de um ambiente propício a prática de esporte e lazer.
Os educadores transmitiram às pessoas informações sobre destino correto do lixo, economia e uso consciente de recursos, reciclagem e reaproveitamento, e também informações
aos fumantes sobre o destino da “guimba”. O foco principal do grupo responsável pela limpeza foi coletar micros resíduos, que muitas vezes são abandonados pelos freqüentadores da praia e,
por serem muito pequenos, dificilmente são coletados pela “peneira” da COMLURB.
Dentre os resíduos encontrados, os principais foram: 1º Guimba de Cigarro; 2º Tampinha de garrafas; 3º Canudos. Também foram recolhidos: carvão, hastes flexíveis (cotonetes),
isopor, lacres de bebidas, cacos de vidro, garrafas, ferros, preservativos, entre outros. Aos arredores do posto 4 na Barra, existem mais de 20 lixeiras laranjas da COMLURB. Contudo, a quantidade de lixo deixado na areia é preocupante.
Segundo o gari Robson, “a população devia ser mais educada e jogar o lixo dentro das lixeiras”. De acordo com informativo da COMLURB a cada hora, no final de semana, meia tonelada de lixo é abandonada nas praias do Rio.
Através dos resultados obtidos constatou-se a necessidade de ações contínuas que visem à promoção da consciência ambiental.
FAÇA SUA PARTE. PRESERVE O MEIO AMBIENTE. GARANTA O FUTURO DAS PRÓXIMAS GERAÇÕES.
SUJEIRA NA PRAIA: Ameaças à saúde da população.
As principais causas que ameaçam a saúde dos banhistas são a presença de animais nas praias, principalmente os quais cachorros e pombos,
além da sujeira deixada pelos freqüentadores e também línguas negras.
As conseqüências da areia poluída são doenças de pele como as micoses, a conjuntivite e verminoses.
A Comlurb faz a parte dela, analisa e limpa toda a orla do município.
Cabe a todo cidadão não levar bichos de estimação para areia e não deixar seu lixo na praia.
As praias do Rio de Janeiro possuem inúmeras lixeiras laranjas espalhadas por toda orla, na areia e também no calçadão.
Porém ao final de um dia de praia lotada é comum encontrarmos dezenas de resíduos de vários tipos espalhados pela faixa de areia e também próximo ao mar.
Por que algumas pessoas NÃO jogam seus lixos nas lixeiras? Será que em suas casas elas jogam o lixo no chão também?
Segundo o gari Robson, “a população devia ser mais educada e jogar o lixo dentro das lixeiras”.
De acordo com informativo da Comlurb a cada hora, no final de semana, meia tonelada de lixo é abandonada nas praias do Rio.
Fica registrado nosso apelo aos freqüentadores das praias Cariocas para que SEMPRE joguem os seus lixos produzidos nas lixeiras, afinal não é por falta de lixeira!
Confira na tabela abaixo o tempo necessário para a decomposição de alguns materiais comumente encontrados nas areias das praias (Fonte Comlurb).
Material
Tempo
Papel
2 a 4 semanas
Palito de Fósforo
6 meses
Papel plastificado
1 a 5 anos
Casca de banana ou laranja
2 anos
Chiclete
5 anos
Latas
10 anos
Ponta de cigarro
10 a 20 anos
Couro
30 anos
Sacos plásticos
30 a 40 anos
Cordas de nylon
30 a 40 anos
Latas de alumínio
80 a 100 anos
Tecido
100 a 400 anos
Vidro
4.000 anos
Pneus
indefinido
Garrafas plásticas
indefinido
CAPIVARAS NA BARRA: Família de capivaras habita o canal de Marapendi.
Há tempos uma família de capivaras habita a região do canal de Marapendi na Barra da Tijuca. É bastante comum o morador da região se deparar com esses animais andando
tranqüilamente pelos gramados e vegetação do local. Os bichos se alimentam e bebem das águas poluídas do canal, vivendo em total harmonia com o homem e com as outras
espécies de animais também são comuns na região, como as garças, sapos, lagartos, calangos, preás, gambás entre outros.
Embora a qualidade da água do canal não seja ideal, essas espécies resistem ao tempo e a ação predatória do homem, lutando para sobreviver em plena cidade.
A presença desses animais na região é mais um importante motivo para revermos as condições ambientais em que atualmente se encontram os rios e lagoas, sendo
necessárias ações de despoluição para que as vidas de todas as espécies sejam preservadas.
Fica registrado mais um apelo aos órgãos competentes para que realmente promovam a tão esperada despoluição dos rios, lagoas e mares. Toda a população agradece, incluindo as capivaras!
A expansão do Surf Adaptado no Brasil.
O Instituto tem como objetivo desenvolver, divulgar e promover o surf como modalidade de esporte adaptado.
Acreditamos que o surf pode ser uma excelente ferramenta nas questões sociais, culturais e ambientais por se tratar de um esporte saudável, democrático e de interação total com a Natureza.
O surf adaptado tem se mostrado um excelente aliado na reabilitação de pessoas com algum tipo de deficiência, além de seus benefícios físicos e mentais, é capaz de proporcionar momentos de conquistas e desafios.
A modalidade encontra-se em desenvolvimento, ainda sem muita divulgação, no entanto já possui adeptos no mundo todo.
Foi pensando nisso, que nós separamos alguns exemplos vivos de superação de limites, surfistas adaptados, que encaram grandes desafios, mostrando a todos que são capazes de vencer os limites da deficiência, provando que podem viver uma vida com qualidade.
Começamos pelo surfista Alcino Pirata.
Ele foi o pioneiro no surf adaptado, criou um estilo próprio e adaptou-se completamente em cima da prancha, em suas viagens já surfou as melhores ondas do planeta.
Pirata é o primeiro campeão mundial de surf adaptado.
Robson Careca, grande incentivador e divulgador do surf adaptado no Brasil, primeiro surfista adaptado a surfar deitado,
fundador do clube Mão na Borda que proporciona ao participante surf e remada adaptada em prancha.
Pauê Aagaard, primeiro surfista bi-amputado do mundo, triatleta que realiza palestras motivacionais em eventos sociais.
Supera desafios e se diverte com amigos em sessões de surf no litoral paulista.
Henrique Saraiva adaptou-se ao surf com uma prancha de kneeboard. Há seis anos ele surfa de joelhos em ondas por todo o Brasil.
Já participou de campeonatos de surf amador, obtendo bons resultados.
Fabinho Anão é considerado o menor surfista do mundo, figura carismática, sempre presente no Hawaii demonstrando toda a sua habilidade nas ondas grandes
No Rio de Janeiro existem outros surfistas com algum tipo de deficiência, marcando presença nas praias e dividindo as ondas com os demais surfistas,
mostrando que o surf é democrático e uma excelente ferramenta na inclusão social.
Podemos destacar dois surfistas competidores, um teve paralisia cerebral e o outro teve os dedos do pé amputados.
No Espírito Santo quem domina as ondas por lá é o surfista adaptado Carlos Kill.
No litoral Paulista em Santos, o surf adaptado é muito bem representado pelo surfista com deficiência visual Valdemir Pereira Corrêa.
Por todo o Brasil se destacam escolas de surf que desenvolvem trabalhos de inclusão através do esporte, proporcionando aos alunos experiências de superação,
desafios e principalmente momentos de alegria e interação com a Natureza.
O surf adaptado possui praticantes por todo o mundo, principalmente na Califórnia, Hawaii e Austrália.
Os principais nomes do esporte são: Jesse Billauer (tetraplégico) fundador da Life Rolls On e Bethany Hamilton surfista profissional que teve o braço amputado devido a ataque de tubarão.