SURF ADAPTADO: Atleta ADAPTSURF faz sessão de “TOW AT” com o surfista Marcos Sifú na Barra da Tijuca.
Em uma bela manhã com ondas de até um metro e boa formação, Henrique foi rebocado pelo jet-ski guiado por Marcos Sifú, surfista especialista em aéreos, que o colocou em várias ondas, garantindo velocidade suficiente para a execução de manobras radicais.
Após um início difícil, de adaptação às novas condições de surf, ele conseguiu superar as dificuldades enfrentadas devido à velocidade e posicionamento na prancha, deslizando em várias ondas com bastante rapidez e vontade.
Com o auxílio do amigo Sifú, ele pode curtir as ondas com a emoção amplificada pela alta velocidade produzida pelo jet-ski e arrepiar em manobras inéditas como o aéreo backflip, uma cambalhota executada no ar.
“Foi muito maneiro, a velocidade é muito alta! Muito diferente do surf convencional, tive que me adaptar! As manobras saem com muita pressão! Foi uma experiência de superação emocionante!”.
Assista abaixo o vídeo da matéria!
PROJETOS: Primeiras análises revelam péssimas condições de acessibilidade.
Após a realização da análise do estudo de acessibilidade do trecho inicial da praia da Barra da Tijuca, ficamos decepcionados com os primeiros resultados, que apontam para uma péssima condição de acesso, além do descaso com as pessoas de mobilidade reduzida ou com deficiência.
Foram identificadas inúmeras barreiras que dificultam bastante o caminho dessas pessoas até a faixa de areia e ao mar. Sendo as escadas de concreto irregular o principal empecilho.
A falta de sinalização adequada, ausência de rampas e acessos perigosos são as principais preocupações que constatamos nessa fase inicial do projeto.
Para nossa felicidade, alguns trechos possuem acesso direto do calçadão para a faixa de areia, facilitando um pouco a difícil missão de chegar ao encontro do mar.
PROJETOS: Praias em Áreas de Proteção Ambiental (APAs) desprotegidas.
Embora todas as praias Cariocas estejam dentro de áreas de proteção ambiental, não podemos dizer que elas estão livres da ação predatória do Homem.
O descaso dos órgãos competentes e a falta de consciência da população ameaçam a preservação e o equilíbrio do ecossistema costeiro.
Os principais aspectos que preocupam os ambientalistas são: A poluição dos mares, lagoas e rios; o acumulo de lixo nas areias e encostas e também a devastação das áreas de vegetação de restinga.
Após uma vistoria nas praias da zona oeste da cidade constatamos o avanço da urbanização irregular da orla e a diminuição das áreas de vegetação e dunas.
O caso mais grave foi encontrado na praia da Macumba, que há um tempo atrás era pouco freqüentada, tinha quiosques de palha e vegetação preservada. Existiam grandes áreas verdes, sem ciclovia ou calçadão.
Atualmente, a praia da Macumba encontra-se bem urbanizada, com calçadão enorme (maior do que Ipanema), ciclovia com curvas, quiosques modernos e até uma rua foi feita em cima da areia! Sem falar no grande chafariz feito em um chão de concreto, próximo ao mar e a saída do canal.
A obra de urbanização realizada na Macumba já deu o que falar, pois o calçadão que foi feito avançando sobre a faixa de areia foi derrubado pelo mar pelo menos umas cinco vezes. O engenheiro responsável culpou o aquecimento global. Porém, antes das obras o mar raramente avançava sobre a calçada.
PROJETOS: Emissário da Barra da Tijuca e o monumento ao esgoto.
Após mais de um ano de sua inauguração o emissário submarino da praia Barra da Tijuca ainda cria polêmica.
Atualmente, está recebendo o esgoto sanitário sem tratamento adequado produzido pela população de Rio das Pedras, Cidade de Deus, Freguesia, entre outras em Jacarepaguá, e na Barra da Tijuca, dos Condomínios Santa Mônica, Novo Leblon, Condomínios do canal de Marapendi e Jardim Oceânico.
Durante as obras do emissário foi instalado um píer que gerou excelentes ondas no local, fazendo a alegria dos surfistas. Hoje em dia, já sem o píer, as ondas continuam boas por lá, porém a qualidade da água não está nada boa!
De acordo com uma reportagem do jornal O Globo em junho, os resultados de amostras de água coletadas pela Feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente, na praia do Quebra-Mar não revelam qualquer melhora nos índices de coliformes fecais desde a inauguração do novo sistema de saneamento da região.
Um fato muito curioso, que ao mesmo tempo indigna, é a presença de um tubo gigante bem em frente ao ponto em que se encontra o emissário submarino. Trata-se de uma homenagem ao esgoto, serve para lembrar que ali naquele local são lançados ao mar aproximadamente mil litros de esgoto por segundo.
A presença deste tubo gigante assusta, enfeia a paisagem, além de ser um perigoso obstáculo para a acessibilidade do local, por não ter uma sinalização adequada. Como se não fosse o bastante, o monumento encontra-se todo pichado.